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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Passando pelo o Porto








 

Vos deixo todo o meu carinho com um forte abraço 
e desejo-vos tudo de bom

 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Sobre os emigrantes...

 

Estes dias li algo sobre os emigrantes como são vistos pelos portugueses de Portugal e este texto é uma maneira de responder a ele. 

Não levem nada a mal do que está aqui escrito. Como disse é simplesmente a resposta a um texto que li há poucos dias. Um texto que tive dificuldades em ler. 



Naqueles tempos, em Portugal, o analfabetismo era importante, pois

as crianças começavam a trabalhar aos 10 ou 11 anos e andavam

descalços. O que se conseguia com o trabalho não dava para

sustentar a família. Isto levou a que muitos tivessem que fugir dessa

miséria e à ditadura. Foram obrigados a partir, não só pelo dinheiro,

mas para poder viver com dignidade e dar um futuro aos seus filhos. 

Eles não levavam muito dinheiro, porque não o tinham, e alguns até

pediam esse dinheiro à família ou amigos para poder sair de

Portugal. 

Não faziam ideia do que iam encontrar, mas esperançados de que

não fosse pior que a vida que iam deixar.

Como passa com toda a gente, quando muda de sítio, de trabalho ou

de país, sempre demora um tempo até adaptar-se, mas a maioria

adaptou-se rapidamente.

No estrangeiro trabalha-se, como em todas partes, mas há

trabalhos mais pesados e outros menos e, não sabendo falar a língua,

tinham que limitar-se a trabalhos manuais.

Muitos dos que chegaram nos anos sessenta do século vinte, vieram

com a esperança de ganhar dinheiro para construir sua casinha e

voltar o mais depressa possível para o seu país. Alguns sim que o

conseguiram, como os Meus Pais. 

Quanto ao carro de gama, que mal tem isso? Se eles trabalharam

para o poder pagar!

O que mais me choca são os portugueses, de Portugal, que se

endividaram para comprar esses carros e, assim, fazer ver aos

emigrantes que não precisavam de sair do país para os ter: mas a

que preço?

Os emigrantes vinham somente para passar umas férias e

faziam questão de demonstrar que estavam a viver à grande e à

francesa (como se costuma dizer!), dizem os portugueses de Portugal (retirado do texto),

Depois de onze meses de trabalho, vinham à terra para carregar

baterias, mas eram mal recebidos pelos portugueses de Portugal

como consequência da inveja.

Onze meses a trabalhar e a conviver com os franceses, os filhos na

escola francesa, claro que já não falavam tão corretamente a nossa

língua, mas isso que importância tem! Hoje em Portugal a nossa

língua está cheia de anglicismos, e ninguém diz nada, mas se um

emigrante vem com alguma palavra francesa, por aí não passam:

pobre País!

Somos as mesmas pessoas, mas com mais sabedoria, com outra

visão da vida.

Não emigraram pelo dinheiro, como já disse antes, foi um passo dado

com o fim de viver com certa dignidade.

Não emigraram para países estranhos, há quem ficou na Europa ou

nos U,S,A., ou até no Canadá, onde foram bem acolhidos e bem

integrados, na maioria dos casos. Hoje os seus filhos têm bons

empregos e vivem bem, ainda que não sejam todos, porque a vida,

como em Portugal, não sorri igual para todos.

Quantos vivem ainda hoje na miséria em Portugal? Sem

aquecimento, por exemplo! 

Antes de falar sobre os emigrantes, falem sobre a miséria que há em Portugal, os idosos sozinhos (não é só em Portugal)  com pequenas reformas, outros que estudaram com pequenos salários, escolas mal aquecidas e tanto mais...

Hoje em dia muitos emigrantes andam a vender suas casas e a ficar por cá na companhia dos filhos e netos. Outros que conheço, passam aí 6 meses e 6 meses de inverno por cá.

Eu já não me considero como emigrante há vários anos.. Sou francesa em França e portuguesa em Portugal.

E para estar bem quando estou no meu país, olho simplesmente pela a paisagem: meu lindo mar e aquele céu azul e deixo o resto de lado. E assim estou num paraíso total, ouvindo o bater das ondas na areia, e sentindo os raios de sol aquecer minha pele.

Lena Almeida Franco




segunda-feira, 2 de maio de 2022

27 de abril 1967...



 

A 27 de abril 1967, cheguei a terras de França depois duma grande viagem de comboio, tinha apenas 6 anos. Cheguei na cidade de Belfort, uma das cidades mais frias deste país. Achava-a muito cinzenta. 
Meu pai foi um homem corajoso em partir à procura de uma vida melhor para a sua família.  Era um homem trabalhador, inteligente, sem medo.
O povo português é em geral assim nunca teve medo de partir à procura de novas oportunidades nos quatro cantos do mundo. 
Não sei o porquê dizer " aos quatro cantos do mundo, quando sabemos que o planeta é redonda. 😉 
Ando mesmo sem inspiração. Gostaria de escrever mais, mas...

Beijinhos e abraços a todos que por aqui passam ❤


domingo, 3 de abril de 2022

Viagem

 

Se não vieres,
eu partirei
sozinho
pela estrada-de-noite
que se alonga
na planura
sem
fim.
Levarei nos meus olhos,
cansados
de esperar,
a tua imagem
-que ali ficou
à força de sonhada
-e ela será
a luz
que me há-de guiar
na noite
sem madrugada...
Partirei triste
-eu
sei-
por não teres chegado,
como tinhas dito
-e triste,
sobretudo
por ver
que não vieste
por não te merecer...
Mas o que ninguém consegue
é tirar
a tua imagem
dos meus olhos
deslumbrados!
Eu tenho-a,
viva,
lá dentro
e, para que ela não fuja,
hei-de levá-los... fechados!...


Alfredo Reguengo


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Visita à minha mãe.....

 

Naquele dia de outubro cinzento decidi ir visitar minha mãe. O tempo não estava muito bom para aproveitar o sol à beira mar. Fui de autocarro, fica a 10 km da Nazaré. Quando cheguei fui em primeiro em direção ao cemitério visitar meu paizinho. Ele se foi em março de 2019 mas sua ausência ainda é muito grande e falar dele é ainda muito doloroso. 

Depois passei toda a tarde com a minha mãe. Conseguimos conversar sem nos chatear. Conversar da vida, da família e outras coisas. O dia não estava quente. Acendi uma fogueira na lareira como meu pai me tinha ensinado com uma pinhoca.  Ela tomou um cafezinho com um bolinho. O lume crepitava, iluminava a peça e nos aquecia. No fim do dia, quando a noite já começava a cair, tive de ir embora, apanhar o autocarro. Quando sai a chuva caia e o vento tinha-se levantado. Cheguei à paragem do autocarro toda molhada dos pés à cabeça. No chão onde metia os pés era só poças de água. O abrigo onde esperava o autocarro não abrigava nada. Entrava chuva de todos os lados com a ajuda do vento. Fazia de noite e naquela paragem não havia nenhuma luz. Quando vi aparecer o autocarro ao longe, já com 30 minutos de atraso, fiz-lhe grandes sinais da mão. Ele vinha muito depressa, quando me viu começou a travar, viu que não iria conseguir parar, acelerou e desapareceu. O vi ir sem parar, me deixou ali naquele abrigo que não abrigava. Estava ali a chuva, ao vento, ao frio e toda encharcada. A 500 metros dali havia um supermercado, fui até lá para pensar no que fazer. Até meu telemóvel estava sem rede. Ali bebi um café e sentei-me. Depois consegui encontrar um número de táxi da Nazaré.  Só esperei o tempo necessário para ele fazer a deslocação da Nazaré. 
São dias assim que ficam a ser dias inesquecíveis.





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Tempo de pandemia



O tempo voa, já estamos quase na primavera e quase um ano de pandemia sem ver o fundo do túnel. As férias de verão estão quase à porta, sem saber o que e como fazer. A verdade é que não sei, não sei mesmo se consigo passar mais um ano sem ir a Portugal. Não sei se vou conseguir passar mais um ano sem ver meus filhos. Não sei mesmo. Não estou preparada para isso. 

Preciso de sentir a maresia do meu mar
preciso de ir até as minhas raízes
Quero abraçar minha mãe, meus filhos e netinhos
conversar, conviver com eles

Que vida triste esta que temos ! 
uma vida sem sorrisos, sem gosto...
Estamos cada vez mais sem liberdade

Até quando ? 

 

sábado, 9 de janeiro de 2021

Subida a Tour Eiffel (janeiro 2008)

 



Os turistas na capital naquele sábado eram numerosos. E não era pensável ir a Paris sem subir a Tour Eiffel. 
Só que as filas de espera para ir de elevador eram tão longas; meu filho (novo, 24 anos), decidiu por mim (com uma certa idade) e por minha filha de ir pelas as escadas…700…até o segundo andar. Pois não fiquei arrependida, há coisas na vida a fazer ao menos uma vez e essa devia ser uma delas.

Prometo que não voltarei a fazê-lo




Nessa altura, em 2 008, meus dois filhos foram trabalhar e viver em Paris.  Aproveitei para ir visitá-los e ao mesmo tempo descobrir  a capital. Clermont-Ferrand fica a 450 km de Paris. 

Meu filho mais velho continua por lá, o mais novo está a viver pertinho de Lyon, numa pequena aldeia, no meio da campanha..


domingo, 15 de novembro de 2020

Quando eu morrer




Quando eu morrer

será que valeu a pena 
a vida que vivi ?
Que deixarei de mim ?
serei saudade 
de quem gostou de mim,
serei lembrança,
serei uma vela
que irá se apagando
com o tempo 
até ser esquecida.

Continuarei a viver
numa outra dimensão.
será uma nova nascença,
afinal o importante
vive dentro de nós,
é essa parte
que irá viajar,
através doutro tempo
por outras galáxias

Aquilo que vivi,
acompanhar pessoas em fim de vida
era afinal uma nascença,
e como toda nascença
algumas custam mais,
ver o lado positivo da vida
é essa
a morte é uma nova nascença
para uma nova vida
vivida diferente.

Quando a pessoa morre, 
sentimos que sua alma e espírito
sai do corpo
e vagueia pelo o ar
o corpo era um envelope
por isso o mais importante
a beleza da pessoa
é o que vive dentro dela.


Lena Franco

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Visitando o passado



 

Escrever faz bem, faz mesmo reviver instantes do passado. 

Revejo as imagens desses momentos. Pensava que não iria conseguir escrever sobre minha vida.

 Mas conforme vou escrevendo, parece que um tapete vai se desenrolando...

é preciso é alguma concentração..

Retornar na memória do passado, e esse passado volta ao de cima, 

as palavras correm sobre o teclado. E acaba por nos deixar uma boa sensação. 

Ao reler, ver que o que está escrito, é exactamente o acontecido.


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Revisitar o passado

 


Escrever sobre seu passado, é revivê-lo.

é rebobinar a fita e voltá-lo a vê-lo

e é incrível como pequenos detalhes voltam a memória.

posso não me lembrar do que fiz ontem

mas lembro me de momentos passados quarenta anos atrás.


domingo, 23 de fevereiro de 2020

Viagem a Cuba


Que dizer de Cuba  ?

 Um país que adorei visitar. Um país muito pobre. Tudo no país ou quase tudo pertence ao estado. Depois da revolução, nacionalizou tudo. Os médicos, advogados, empregados são pagos pelo estado e ganham entre 40 e 60 euros por mês. Para melhorar os fins de mês, esses médicos, advogados, fazem horas extras em paladares privados (restaurantes) para as gorjetas dos turistas. A educação, a saúde é gratuita. A escola é obrigatória até os 16 anos; o estado paga os estudos universitários, casa e comida aos estudantes.
Em Cuba não existem eleições presidenciais, porque só há um partido, e é o chefe do partido que é presidente; não existe nenhuma oposição..
Logo que um cubano decide emigrar, e fica mais de 22 meses fora do país, só pode voltar como turista,mas torna-se quase impossível emigrar por falta de dinheiro.
Os médicos cubanos que estão em Portugal, foram enviados para Cuba por um período de três anos e o salário deles é o estado cubano que recebe…
Em Cuba há falta de tudo, de medicamentos (paracetamol, antibióticos, antiinflamatórios, etc.), por isso os médicos fazem muita prevenção...No supermercado ao lado do hotel onde estive só havia bebida, café, pouca coisa de alimentar. Eu que bebo leite de soja, havia lá uns três litros a mais de 7 euros cada um…
Cuba vive da agricultura, do café, rhum, cigarros, a cana de açúcar  e muito do Turismo. 80 % da recolta é para o estado e o agricultor fica só com 20%..O trabalho na terra é muito duro e difícil, não vi lá tractores...as terras são cavadas com bois como se fazia antigamente.
Os transportes públicos são (quase) inexistentes e torna-se um problema para as pessoas..Quando na quinta feira ia para o aeroporto vi dezenas de pessoas por vários sítios à espera de algum transporte. Nesses sítios onde esperam está lá um guarda que manda parar todo veículo do estado que possa levar algumas pessoas...e é esse guarda que diz quais são as pessoas prioritárias.
Em Cuba existem duas moedas: o pessos cubano para o povo e o CUC para o turista. Um CUC vale mais ao menos 1 euro. Um cubano que ganha 40 euros por mês não pode frequentar os cafés e paladares. Uma bebida custa uns 3 CUC. As famílias recebem a cada mês, uma caderneta, onde está o que  eles podem comprar a preço barato..pois tudo é racionalizado..por exemplo tem direito a 2 litros de óleo, se precisarem de mais 1 l vai custar 2 CUC. Uma família com alguma criança de menos de 15 anos tem direito a carne de vaca..
Nas ruas não se vê pedintes, pode ser proibido, não perguntei. 
Vi pessoas sentadas, caladas, não se juntam, fez-me pensar a um Portugal antes do 25 de abril. 
Gostei daquele povo e ao mesmo tempo tive pena dele, merecia melhor. Cuba é uma ilha paradisíaca, tem boas praias, bom clima. O lado disso tem a capital em ruínas. Pessoas a viver no meio delas, dentro daquelas paredes a cair, sem tecto.

Escrito em março 2019

quinta-feira, 25 de abril de 2019

A ultima viagem do meu pai..


Naquele terça feira dia 26 de março, tinha chegado ao trabalho há cinco minutos,oiço meu telm tocar no meu bolso. Uma enfermeira do hospital de Leiria me pergunta se estou sozinha o acompanhada, tem uma má noticia a dar-me. Meu pai estava internado ali há uma semana para uma amputação dos dedos dum pé. Só que a cirurgia não se fez, entretanto  ele apanhou uma infeção pulmonar. E numa semana a saúde se degradou e naquela terça feira as 12h15 deixou de viver. 
Nessa terça feira arranjei uma pequena mala a depressa e logo a seguir pus-me a caminho de Portugal. Fui de carro com o marido. Uma viagem muito longa; foi uma daquelas viagens que esperamos sem esperar; que sabemos que iria acontecer.
Meu paizinho foi enterrado na sexta feira as 14h30....foi o momento mais triste da minha vida. Foi como se me arrancassem uma parte de mim.
Na semana seguinte andei a tratar de papeis, formalidades …
Alguns dias depois de regressar andava sempre a pensar no meu paizinho, não acreditava que ele se tinha ido, um pai não se pode ir assim. Naquele dia de manhã um quadro, feito a partir duma foto minha da Nazaré, um quadro ligeiro bem posto na parede dum quarto caiu, devia cair em cima da cama,mas não foi cair no chão fazendo um barulho enorme. Não liguei. No dia seguinte de manhã cai outro quadro na sala; um quadro tambem ligeiro  onde tinha varias fotos dos meus filhos e netos, cai no chão tambem fazendo muito barulho. Ai pensei que meu pai podia andar por ali, sem saber o que ele queria. No dia seguinte estava a almoçar, no radio oiço uma canção que dizia " meu pai que está no céu, sinto saudades tuas, etc.." pensei que era mais um sinal do meu pai. Meu pai veio aqui dizer-me um ultimo "ADEUS"...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Um sonho...

Este sonho aconteceu-me varias vezes naquele verão de 2006, e narrei-o para o não esquecer.

Ela parou a frente duma cancela, arbustos floridos arrodavam a casa.
 Lá no meio, ele andava a volta das suas roseiras,
os anos notavam se nele..aquele homen que ela conheçou 20 anos atrás,
de corpo alto, bém direito, atleta, tinha se encurvado
 mas nao deixava de ser aquele que ela nunca esqueceu.
Ele levantou a cabeça sintindo um olhar insistante..
 Ficaram assim momentos, pareceu uma eternidade,
 muitas lembranças voltaram acima, bons momentos que tiveram,
se tinham prometido amor para sempre e esse amor nunca moreu..
Ela sabia que ele vivia sozinho, se tinha separado da mulher,
 era o desejo dele, e seu sonho era viver assim..
.ela  também vivia sozinha e seu sonho era estar com ele ..
Ele veio a  ela, se beijaram como amigos ..
naquele instante, uma mulher saiu de casa. Será que seja nova mulher dele ? 
 ele notou a tristeza que a evadiu e lhe disse que era uma irmã,
 vinha as vezes ajuda- lo a fazer coisas da casa.
A volta dum refresco no patio a discussão durou o resto da tarde,
como sempre foi, quando ele falava ela bebia do olhar suas palavras,
 era tão bom ouvir aquela voz calma, aquela voz  amada..

 
O dia estava acabando, ele lhe perguntou se ela queria ficar  ali,
 ela não disse que não. Foram o carro buscar uma pequena mala
 que ela tinha preparado se este caso acontecesse, 
 e a levou para um quarto vizinho do dele deixando a instalar- se..
 ele preparou um jantar ..um jantar inesquecivel,  a luz da lareira.
 
 
Muito tarde tiveram de resolver em irem deitar- se, cada um no seu quarto.
 Como poderia ela dormir ? e ele conseguia dormir ?
 ela levantou- se e foi preparar uma infusão,  o sono não queria vir; 
 sintindo barulho ele chegou. Ele não resistiu,  seus olhos estavam brilhantes diziam tanto,
sintiu que ela queria a mesma coisa, lhe deu a mão e a levou pelo seu ninho..
 
 
foi uma noite deliciosa, uma noite magica como já lhe tinha acontecido uma vez …
Alguns dias passaram assim, dias maravilhosos ..
por razões pessoais, ela tinha de voltar a casa dela,  ela o convidou, ele aceitou..
.Ela tinha uma casinha a beira mar, também era um sonho dela…
viver num sitio de onde se visse e ouvisse o mar.
Ele como ela adoravam viajar e havia um sonho que lhes faltava realizar
 era ir até a Italia os dois ..Andar mão na mão nas ruas estreitas de Firenze,
visitar museus e monumentos e em cada sitio semear o amor deles…
 
20/10/2006

sábado, 26 de abril de 2014

O dia em que cheguei a Terras de França..


Naquela manhã do 27 de abril 1967, me revejo naquela estação cinzenta em Bordeus. Tinha apenas seis anos quando meu pai nos foi buscar a Portugal. Em Bordeus fomos bem recebidos, pessoas nos traziam leite, chocolate, croissant's, pão, etc. 
Depois continuamos nossa viagem até Belfort. Cidade onde cresci. Sempre achei aquela cidade triste, escurra, fria.  Já la vão 47 anos. Aquela ditadura, aquela pobreza por a qual meu pai deciciu emigrar, me roubou 47 anos de vida no meu pais.
O triste de isto tudo, é que muitos continuam a emigrar. A emigração actualmente  esta a ser igual o pior que nos anos 60-70.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Fui de férias...

O verão chegou...até agora só mesmo no calendário.
As temperaturas por aqui continuam bem frescas. Para trabalhar dá. Este tempo tão cinzento acaba por desmoralizar; nosso corpo pede calor e sol.
Em breve, muito breve, ja é esta semana vou voltar as minhas raizes, ao meu cantinho, abraçar meu pai.
Ouvi dizer que faz muito calor em Portugal, por favor não o deixem ir embora.
Como sempre a viagem vai ser longa.

Até breve !

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Datas que marcam a vida inteira


Todos os anos voltam as mesmas datas, datas felizes e menos felizes,
Datas que nos fazem viajar no passado, O doze de agosto é uma delas,
 Ela relembra-se daquela manhã, vestindo seu vestido branco de noiva, Conforme se vestia e mais sentia que estava fazendo o erro da sua vida,
Naquele momento pensou nas histórias dos principes e esperava que ele chegaria no seu cavalo branco e a levasse longe dali, Isso  acontece nos livros, não na realidade,
Não havia outra solução que de enfrentar todos os familiares ali presentes,  Ela amava aquele homen,  a reciprocidade não existia, Só o sentiu ali, naquele dia, naquele momento,
Pensou em fugir, mas para onde ? E como ? Com 17 anos, grávida de quatro mêses e sem dinheiro, Durante o dia inteiro,  sentiu-se sozinha, com o coração partido, Foi o dia mais « negro » da sua vida. Neste casamento tudo começou mal, os alicerces não estão seguros,
 Ela ensaia de falar com ele, tentando perceber sua atitude; ele fecha-se sobre ele e não quer responder,
 Nunca existe respostas as suas perguntas,

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Templo Expiatório da Sagrada Família

Hoje vamos até Barcelona, cidade Catalã. Quando se lá chega o primeiro monumento a visitar é certamente a basílica "Sagrada Familia ". 


A Sagrada Família, é um grande templo católico da cidade catalã de Barcelona (Espanha), desenhado pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí, e considerado por muitos críticos como a sua obra-prima e expoente da arquiteturamodernista catalã. Financiado unicamente por contribuições privadas, o projeto foi iniciado em 1882 e assumido por Gaudí em 1883, quando tinha 31 anos de idade, dedicando-lhe os seus últimos 40 anos de vida, os últimos quinze de forma exclusiva. A construção foi suspensa em 1936 devido à Guerra Civil Espanhola e não se estima a conclusão para antes de 2026, centenário da morte de Gaudí.








Esta ultima foto foi retirada da net, podemos ver esta imponente, majestosa obra de Gaudi  em todo seu esplandor...
Continuaremos a visitar esta fantástica cidade....

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Passeio até Paris...

Este fim de semana estarei em Paris.
Irei a Tour Eiffel até Montmartre observar os artistas;
pelas escadas o pelo o ascensor chegarei ao Sacré-Coeur de onde a vista sobre Paris é unica.



Desta vez visitarei o Musée d'Orsay onde estão expostas as mais belas pinturas.

Paris cidade da Luz e do Amor !
Sabe bém passear a beira do rio La Seine mão na mão.
E a noite passar na praça Saint-Michel onde há sempre animações;
ruelas coloridas e animadas que nos levam a Notre-Dame.

Mas irei a Paris sobretudo, mas sobretudo ao encontro da minha filhota de quem tenho bastante saudades. Irei só.
Quero ter uns dias privilegiando a relação mãe/filha..

só Ela e Eu...