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quarta-feira, 23 de abril de 2025

Longa ausência...

 Nestes meses passados estive quase o tempo todo no meu Sítio. No meu Sítio não tenho net, nem pc. Por isso esta minha longa ausência.

Os meses de fevereiro e março foram ruins. A chuva e o vento não tiveram acalmia. A umidade e o frio se fizeram sentir. Um inverno como aqueles de antigamente diziam os nazarenos. 
Mesmo assim está-se bem naquele sitio maravilhoso. Ouvir o vento passar pelo tecto da casa e ao longe o mar bravo, é algo fascinante.



Vou tentar voltar a escrever no meu blog com mais assiduidade. 
Muito obrigada a tod@s que por aqui passam.

sábado, 9 de março de 2024

Mulher dos 60



 

Mulher madura, com experiencia da vida
deixou o passado para trás
e os seus sonhos de menina

Sente se bem no seu corpo de mulher dos 60
com seus cabelos grisalhos
que voam ao vento
e suas rugas 
marcas do tempo passado.

Aprendeu a ser realista e resiliente
Não procura nada
apaixona-se pelas pequenas coisas da vida
e ama-se a si
 segue seu caminho
escutando seu coração e alma

Adora viver em sintonia com os elementos
e em harmonia com a beleza do oceano
sente bater seu coração ao som das ondas
vive em paz com ela
no seu cantinho, em cima duma falésia
à beira mar

É ali onde  encontrou sua  felicidade

Lena Franco

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Grandes Ondas na Nazaré - Praia do Norte




 Nesta altura do ano, fala-se muito nessas grandes ondas. Acabou por ser um fenômeno da


 Natureza a ver. Então nestes meses aparecem os maiores surfistas na Nazaré, ou melhor na Praia do Norte.




Quando estão anunciadas, o Sítio enche-se de gente. Quando digo se enche, enche-se mesmo.

Não é qualquer um que pode surfá-las, quando todas as condições estão reunidas.






Graças ao canyon da Nazaré, esta pequena vila de pescadores, tornou-se conhecida por todo o planeta. 

 Tornou-se um sítio incontornável para visitar.







E cada dia acaba sempre assim, o sol deitando-se no horizonte do mar.


segunda-feira, 29 de maio de 2023

De cima da minha falésia



 

De cima da minha falésia,
a noite oiço o vento gritar
são os lamentos das vidas perdidas
as vozes dos tempos passados
Rafales passam por cima do telhado
Mais tarde o vento se acalma
e ouço as ondas do mar
as sereias a cantar
A noite acaba por se ir deitar
cansada de ouvir tanta dor
dos tempos passados
e deixa o lugar a luz
a luz do dia
abro minha janela
e vejo a gaivota
voando
em total liberdade

Lena ( 01-08-2008 )

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Sobre os emigrantes...

 

Estes dias li algo sobre os emigrantes como são vistos pelos portugueses de Portugal e este texto é uma maneira de responder a ele. 

Não levem nada a mal do que está aqui escrito. Como disse é simplesmente a resposta a um texto que li há poucos dias. Um texto que tive dificuldades em ler. 



Naqueles tempos, em Portugal, o analfabetismo era importante, pois

as crianças começavam a trabalhar aos 10 ou 11 anos e andavam

descalços. O que se conseguia com o trabalho não dava para

sustentar a família. Isto levou a que muitos tivessem que fugir dessa

miséria e à ditadura. Foram obrigados a partir, não só pelo dinheiro,

mas para poder viver com dignidade e dar um futuro aos seus filhos. 

Eles não levavam muito dinheiro, porque não o tinham, e alguns até

pediam esse dinheiro à família ou amigos para poder sair de

Portugal. 

Não faziam ideia do que iam encontrar, mas esperançados de que

não fosse pior que a vida que iam deixar.

Como passa com toda a gente, quando muda de sítio, de trabalho ou

de país, sempre demora um tempo até adaptar-se, mas a maioria

adaptou-se rapidamente.

No estrangeiro trabalha-se, como em todas partes, mas há

trabalhos mais pesados e outros menos e, não sabendo falar a língua,

tinham que limitar-se a trabalhos manuais.

Muitos dos que chegaram nos anos sessenta do século vinte, vieram

com a esperança de ganhar dinheiro para construir sua casinha e

voltar o mais depressa possível para o seu país. Alguns sim que o

conseguiram, como os Meus Pais. 

Quanto ao carro de gama, que mal tem isso? Se eles trabalharam

para o poder pagar!

O que mais me choca são os portugueses, de Portugal, que se

endividaram para comprar esses carros e, assim, fazer ver aos

emigrantes que não precisavam de sair do país para os ter: mas a

que preço?

Os emigrantes vinham somente para passar umas férias e

faziam questão de demonstrar que estavam a viver à grande e à

francesa (como se costuma dizer!), dizem os portugueses de Portugal (retirado do texto),

Depois de onze meses de trabalho, vinham à terra para carregar

baterias, mas eram mal recebidos pelos portugueses de Portugal

como consequência da inveja.

Onze meses a trabalhar e a conviver com os franceses, os filhos na

escola francesa, claro que já não falavam tão corretamente a nossa

língua, mas isso que importância tem! Hoje em Portugal a nossa

língua está cheia de anglicismos, e ninguém diz nada, mas se um

emigrante vem com alguma palavra francesa, por aí não passam:

pobre País!

Somos as mesmas pessoas, mas com mais sabedoria, com outra

visão da vida.

Não emigraram pelo dinheiro, como já disse antes, foi um passo dado

com o fim de viver com certa dignidade.

Não emigraram para países estranhos, há quem ficou na Europa ou

nos U,S,A., ou até no Canadá, onde foram bem acolhidos e bem

integrados, na maioria dos casos. Hoje os seus filhos têm bons

empregos e vivem bem, ainda que não sejam todos, porque a vida,

como em Portugal, não sorri igual para todos.

Quantos vivem ainda hoje na miséria em Portugal? Sem

aquecimento, por exemplo! 

Antes de falar sobre os emigrantes, falem sobre a miséria que há em Portugal, os idosos sozinhos (não é só em Portugal)  com pequenas reformas, outros que estudaram com pequenos salários, escolas mal aquecidas e tanto mais...

Hoje em dia muitos emigrantes andam a vender suas casas e a ficar por cá na companhia dos filhos e netos. Outros que conheço, passam aí 6 meses e 6 meses de inverno por cá.

Eu já não me considero como emigrante há vários anos.. Sou francesa em França e portuguesa em Portugal.

E para estar bem quando estou no meu país, olho simplesmente pela a paisagem: meu lindo mar e aquele céu azul e deixo o resto de lado. E assim estou num paraíso total, ouvindo o bater das ondas na areia, e sentindo os raios de sol aquecer minha pele.

Lena Almeida Franco




terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Recordar é viver...um pouco de mim

 



Enquanto minha avó materna foi viva, comíamos em casa dela. Fazia-nos umas comidas únicas. Ainda hoje me lembro, aqueles aromas e sabores, como se os tivesse agora na minha frente.
Fazia umas comidas em algo parecidas a uma sopa de feijão seco com couves. Só que tinha pouco caldo e muita couve, cortada muito fina. Uma vez no prato regava-se com azeite. Num canto da casa havia sempre um monte de pequenas peras. O chão era de terra coberto de feno. Era uma grande peça, fazia cozinha e sala de jantar. Havia dois quartos divididos por uma parede. Minha avó sempre fez a comida ao lume duma grande lareira, havia ali sempre lume. E eu sempre gostei de estar sentada ali a olhar para ele.
Quase todos os dias pela manhã acompanhava meu pai ao mercado a Nazaré, comprar peixe ou carne para assar. Comíamos uma salada de pepino e tomate, e daquele bom pão caseiro e broa. Naqueles tempos já gostava da broa!
A praia que frequentávamos era a da Nazaré: estávamos a só 9 km. Gostava de ver chegar os barcos dos pescadores, e juntar-me aos turistas a ajudar a retirar as redes do mar. Era uma das coisas dignas de ver, uma atração popular da Nazaré. Quando a rede saia do mar, o peixe saltitava na areia. Depois era levado para a Lota e algum era vendido fora desse local pelas peixeiras.
Hoje tudo isto acabou, que pena! Tudo muda, não é? O mundo, a vida estão sempre em mudanças e progredir foi bom. Os barcos tinham grandes dificuldades ao sair e ao entrar para vencer o grande obstáculo que oferecia aquelas ondas por vezes tão imensas, daquele oceano tão feroz. O porto de abrigo salvou muitas vidas, pôs fim a uma época que, sendo perigosa, tinha certo encanto, que a nostalgia aviva.

Lena



quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Encontros predestinados




Estava deitada na areia frente ao mar, meu telemóvel nas mãos, fazendo algumas pesquisas, lendo algumas notícias e olhando pelas últimas fotos feitas naquele sítio paradisíaco. 
Quando uma senhora perguntou se não me importava de ela se pôr ao lado de mim, é verdade que a praia estava vazia e podia ir instalar-se mais longe. 
Eu ali na minha solidão, escutando as ondas do mar e sentindo os raios de sol acariciar minha pele. 
A primeira pergunta é sempre se somos dali, pois só pode ser. Eu sou dali sem o ser e ela igual, duas emigrantes de férias na Nazaré e quase nas mesmas idades.
 Quando assim é, torna-se mais simples de conversar. Ela misturando palavras de inglês e eu de francês conseguimos nos entender perfeitamente.
 Depois temos o mesmo sentir sobre muitas coisas. Coisas que prefiro não detalhar aqui. Tem muita a ver com a maneira de as pessoas viverem em Portugal, e também sobre nossas vidas que se parecem em alguns pontos de vista. 
Por vezes conversando com ela, tinha a sensação de estar a falar para mim num espelho. 
Acabamos por achar que não foi por acaso que nos encontramos, foi a vida que nos meteu em contacto. 
Nas nossas vidas encontramos pessoas que estavam destinadas. 
O destino ?

sábado, 6 de novembro de 2021

Vamos até à Nazaré


Quando a luz do sol no fim do dia, ilumina o Sitio.




A saudade é a tristeza 

que fica em nós 

                                                                     quando as coisas de que gostamos

                                                                              se vão embora


                                                       Sophia de Mello Breyner 


Vista sobre a Nazaré, à  noite.





Não existe sítio mais lindo que este Sítio, que é meu Sítio



E quando regressas ao Sítio,
passando pelas ruas estreitas...


A Nazaré tem aquela magia, está sempre diferente, sempre maravilhosa

sempre um encanto.









A descida do Sitio a pé...





porque cada pôr-de-sol na Nazaré é único e magnifico...





 Vale a pena visitar a Nazaré...



quarta-feira, 12 de maio de 2021

Sentada à beira mar



Numa caminhada à beira mar, 

sentei-me na areia, e pensei : 

quantas pessoas nos anos, séculos atrás se sentaram ali, 

olhando aquela imensidão, 

e pensaram como eu ?


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Amor sem medida



A partir dum poema meu, fiz este video.

 Encontrei a ideia no blog do amigo Vieira Calado. 




 

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

meu maior tesouro é o nosso amor



 

meu maior tesouro é o nosso amor

nenhuma pedra preciosa, nenhum colar de pérolas
tem mais valor que,

quando me apertas 
                          entre teus braços
junto ao teu coração

quando tua boca 
                         beija a minha

isso é o meu maior tesouro

há pessoas que pensam que dar coisas de valor
                        é amar

amar é muito mais do que isso

é um passeio mão na mão
                      a beira mar

dançar
            na areia ao luar da noite

um jantar
            romântico a luz da vela

olhares silenciosos,

o encontro 
                de dois corações

teu sorriso,

quando dizes 
                que me amas

não quero pedras ao pescoço
mas teus braços à volta dele..

Lena


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Es meu mar/amar



Eu não gosto muito de ti amor
gosto de ti, simplesmente
o muito não chega
o muito é pouco
porque tu es a imensidade 
es o infinito
es meu mar, amar
corres nas minhas veias
es vida,
alegria

Helena Franco