domingo, 29 de novembro de 2020

Domingo 29 de novembro, em tempos de pandemia !

 



Domingo 29 de novembro.

Estamos sempre em confinamento até o 15 de dezembro. As lojas de bens não essenciais reabriram ontem. 
A um mês do Natal, ainda não sabemos como ele vai ser, se em família o não. 

Esta pandemia é como se estávamos a fazer um marathon. E ainda só estamos a meio. A segunda metade vai custar mais. Porque estamos fartos disto. Queremos era parar  e voltar a nossa vida de antes. Um ministro disse que vai ser assim até o próximo outono. Um médico disse que o melhor para este Natal era que os pais e avós comessem na cozinha, não com os filhos.

 Neste Natal, ao meu ver, era que como pessoas responsáveis, não nos juntássemos. Sei que é difícil. 
Desde do 24 de março, não tenho saído de casa, não tenho entrado em lojas ou supermercados, não fui de férias. 
Pus a casa de cabeça para baixo. Penso que se o marido pudesse me vender, o teria feito. 

Coragem a todos, porque estamos todos no mesmo barco ! 
E so juntos conseguimos vencer !


sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Teu beijo é um raio de sol



Nestes dias tristes e cinzentos

teu beijo é um raio de sol

nascente do sorriso dos meus lábios


 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Fernando Pessoa....



 

Tudo o que é bom

                      dura o tempo necessário

                                                  para ser inesquecível.


 Fernando Pessoa


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Esgotou-se a água




 

Abro a torneiro da água, e oiço um barulho esquisito e nada sai. Acabou-se a água, esgotou-se as fontes. Sabíamos que iria acontecer um dia mas não tão depressa. A gastávamos pensando que ela era inesgotável. Estragavamos água, deixiamos correr as torneiras sem cuidado. 

E agora ?

 Depois da pandemia que tivemos, só faltava isto. Ter de mudar nossos hábitos de  vida outra vez. 
Temos de comprar água em garrafas e economizá-la o máximo. Acabou-se as duches, deixando correr a água por cima de nós. As plantas agora são de papel, tecido o plastico.   Os legumes no jardim não crescem, porque nem chove. As paisagens estão a ficar secas e desérticas. 
Quando chovia não estávamos contentes. Como saberia bem a sentir agora cair sobre nós até ficarmos encharcados !


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Meu doce amor


És meu doce amor

meu equilíbrio

mesmo se nossos sonhos diferem

nosso amor nos une

Por esses caminhos fora

através do tempo

contigo quero percorrer

de Veneza a Capri

passando por Florença

deixaremos traças

semeando nosso amor

em todos sítios

da Ponte Vecchio até o Rialto

mão na mão

iremos até nosso amor nos levar

helena

 

domingo, 22 de novembro de 2020

Se as palavras fossem minhas..




se as palavras fossem minhas

mataria a fome e a guerra
pelo este mundo fora

se eu mandasse na chuva
faria correr rios de água
no deserto

se o sol fosse meu
brilharia nos olhos
de todas as crianças

se o mundo fosse meu
seria um mundo de amor
e alegria

domingo, 15 de novembro de 2020

Quando eu morrer




Quando eu morrer

será que valeu a pena 
a vida que vivi ?
Que deixarei de mim ?
serei saudade 
de quem gostou de mim,
serei lembrança,
serei uma vela
que irá se apagando
com o tempo 
até ser esquecida.

Continuarei a viver
numa outra dimensão.
será uma nova nascença,
afinal o importante
vive dentro de nós,
é essa parte
que irá viajar,
através doutro tempo
por outras galáxias

Aquilo que vivi,
acompanhar pessoas em fim de vida
era afinal uma nascença,
e como toda nascença
algumas custam mais,
ver o lado positivo da vida
é essa
a morte é uma nova nascença
para uma nova vida
vivida diferente.

Quando a pessoa morre, 
sentimos que sua alma e espírito
sai do corpo
e vagueia pelo o ar
o corpo era um envelope
por isso o mais importante
a beleza da pessoa
é o que vive dentro dela.


Lena Franco

 

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Sou...




 

Sou um eterno aprendiz 

que no traçado da história 

tenta entender quem sou. 

Sou apenas um caminhante 

a procura de mim mesmo.

Augusto Cury


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Outono em pleno confinamento





 Estes dias, em pleno confinamento, tenho saído uma hora por dia, e só a 1 km a volta de casa. Os dias estão a ficar curtos. O tempo tem estado bom, quase quente. 

E como sabe bem fazer uma pequena caminhada, aproveitar sempre este belo outono. 

Antes trabalhava, o tempo era pouco. Agora pouco mais se pode fazer.

Estas fotos são do bairro onde vivo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Vila da minha enfância

Quando emigrei para França, vim parar num canto dos mais frios, no este, no Territoire de Belfort; uma vila chamada Delle que faz fronteira com a Suiça e a 50 km da fronteira da Alemanha. Aquele departamento também é chamado “la trouée de Belfort”. Chamado assim porque fica no burraco entre duas serras: o Jura e Les Vosges; um verdadeiro corrente de ar, nada bom para os reumatismos. Foi por causa desse clima árido que meu pai logo que pude voltou para Portugal.

Pela a net fora, encontrei estas fotos recentes daquela vila; uma vila onde não voltei desde 1980.

Lembro me daqueles invernos, onde não se vê o chão de novembro até fim de fevereiro, coberto pela a neve. Quando andava na escola primária, ao sair das aulas da manhã às 11h, ia com minhas amigas fazer “de la luge” naquelas descidas; chegava a casa gelada, molhada; comia e depois voltava para as aulas da tarde.

Depois mais tarde, quando foi a altura do colégio e do liceu era diferente, ia mais cedo e o gelo, a neve quando era demais, tornava se difícil encontrar o bom caminho; o por escorregar no gelo o então as pernas  enterravam se na neve e às vezes apetecia  era voltar para casa. Eram bons invernos, com temperaturas sibéricas.

Boas lembranças…

 


O rio chamado “L’Allaine” que passa no centro. E em frente ja é a Suiça.

 


Um inverno 2005-2006, bém rigoroso…quém diz que não cai neve ? 



Uma praça, não me lembra o nome dela.



O rio de baixo do nevoeiro, parece aqueles postais de Natal…muito lindo, olhando o por traz da janela


Minha “luge” era assim….

Estas fotos são um pouco de mim, um pouco de mim ainda anda por ali. Vivi ali dos 6 anos até os 17, altura em que casei e mudei de departamento.


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Meu presépio de Natal


Fazer um presépio a partir duma caixa de sapatos e um caixote, 
depois de pintado, começou a ganhar forma



Antes do confinamento, tinha ido procurar tudo quanto precisava para o decorar. 

A verdade é que o presépio já está feita desde do 11 de outubro. 



Depois procurei o sitio mais adequado. Foi ali no salão, em altura, achei que seria o melhor sitio. 

Fiz o cedo para o aproveitar  mais tempo. 




Este ano ainda não sabemos como será este Natal. Será em família ? o sozinhos ? 

Natal foi sempre a altura em que consigo reunir meus filhos. 
Foi sempre um momento de alegria. Por enquanto não sabemos de nada.



Fazer o presépio, foi um momento em que me recordei dos anos passados. 
Quando era pequena, vivia num departamento de França muito frio e tínhamos sempre neve no Natal. 
O cheiro a chocolate quente, depois de chegar a casa toda molhada, por ter andado a brincar na neve com meus amigos. 
O a fazer as filhoses com o meu pai. O meu pai a cantar canções de Natal. 
Como era bom ! 
Recordar algumas lembranças sabe sempre bem. 
O tempo passou.

Hoje meu paizinho já não está. Minha mãe vai passar as festas sozinha. 



Aqui está ele , falta algumas luzes. Irei ver se encontro algo que goste.

Gostava que esta pandemia acabasse e nos deixasse tranquil no fim deste ano. 


 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Amor sem medida



A partir dum poema meu, fiz este video.

 Encontrei a ideia no blog do amigo Vieira Calado.