sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Ao som da musica



 

Ao abrir a porta de casa,

quase a fechavas de repente

pensando que era engano.

Sentistes um perfume ambiente a jasmim.

A peça estava na penumbra,

velas acesas

pousadas pelos vários sítios ardiam calmamente.

Uma música que reconhecestes logo

se harmonizava com aquela atmosfera.

Uma atmosfera sensual como tu adoras.

Fechastes os olhos,

pensando que estavas a sonhar,

era bem real.

Cheguei,

atirei-te para o sofá

e teu olhar seguiu minha silhueta.

Meu corpo começou a movimentar se

ao ritmo da música;

as sombras no tecto e nas paredes o acompanhavam.


Lena

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Anos 60 em Portugal, tempos de miséria e de ditadura...



 

Nos anos 60 e antes, Portugal era um país muito pobre. A miséria reinava ali junto com uma ditadura, onde não existia liberdade de expressão. Os salários eram muito baixos e tudo era muito caro. As crianças andavam descalças e as mulheres também, os homens menos.
A vida era muito difícil. Não havia água, nem eletricidade na maioria das casas, nem casa de banho Lembro-me de quando meu pai costumava me contar sobre ir à escola nas manhãs de inverno, com os pés gelados. também me tinha dito que os primeiros sapatos que teve foi quando foi passar o exame da quarta classe. 
E há quem diga que esses tempos eram bons tempos. 
Eram tempos duros e espero que nunca voltem.
E podia falar de muito mais...


sábado, 8 de janeiro de 2022

Aqui estou eu...




 

Aqui estou eu com o cabelo grisalho
com mais sabedoria
os anos passaram depressa demais
tenho  ainda muito por viver
Ciclos e capítulos   fecharam
e outros a começar
Breve deverei aposentar-me para uma nova vida começar
o esta continuar, tentar de a preencher do melhor possível
Esta pandemia veio mudar alguns planos que tinha feito
para já viver o dia-a-dia e manter-se viva
Depois se verá..
Estou a espera deste momento, de me aposentar, desde do 27  abril 1967,
No dia em que cheguei a França, tinha 6 anos.
Desde sempre meu sonho principal foi sempre um dia voltar ao meu querido país.
E esse momento o sinto cada vez mais próximo.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Feliz Ano 2022 !

 



 

Entramos no terceiro ano de pandemia. Será o último ? Será que ela acabará este ano. Tenho Fé que sim. Com esta variante tão contagiosa pode ser que seja o fim, depois da maioria o ter apanhado. 
Andamos perdidos no meio de cientistas, ministros e médicos, cada um dizendo o que pensa e no dia seguinte dizer o contrário. 
Os hospitais estão de novo a encher. O pessoal exausto de dar tanto da sua pessoa. 
Algo que não percebo, o porquê de querer vacinar as crianças. Se alguém consegue explicar, agradeceria. 
Eu estou vacinada de duas doses, não penso em receber a terceira. Como já tinha dito, não sou a favor desta vacina. 
O que mais queria para este ano, era  voltar a uma vida normal, poder re-viver, estar com meus filhos e netos sem medo. 

Um Feliz Ano 2022 para tod@s que por aqui passam
para todos meus amig@s, um muito obrigada por vossa presença e carinho, por vossos comentários que me dão sempre a força de continuar, mesmo quando está a ser difícil.

Beijinhos e Abraços 💗

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Natal Feliz !



 

Votos de um Santo e Feliz Natal !

Que seja um dia de Paz e Alegria

e de muita saúde para todos nós

Beijinhos e abraços


domingo, 12 de dezembro de 2021

Mais mulher me sinto





 

Fostes o que me aconteceu de melhor na vida
bons conselhos sempre me destes
tenho crescido desde que te conheço
mais mulher me sinto
contigo no meu coração
a vida vou conseguir levar

Me fizestes amar a vida
mesmo se tudo nem sempre é cor de rosa
Me fizestes gostar de mim
mesmo se eu só te amo a ti

Que seria eu se não te tivesse conhecido ?
Seria uma mulher que nunca teria encontrado
o verdadeiro amor
aquele que se sonha acordada....

Helena  ( 17/06/2006 )


domingo, 28 de novembro de 2021

Ela levava nos seus ombros um peso enorme....



 

Ela levava nas   mãos tudo o que tinha na vida. Numa das minhas caminhadas aqui à volta do bairro onde vivo, ia uma mulher à minha frente. Quem a visse podia pensar que vinha das compras com seus sacos cheios. Tinha três sacos não muito grandes. Ela era magra com calça de jean, um casaco de lã maior que outro casaco que tinha por cima e a agasalhava mais do frio. Umas botas pretas altas cobriam-lhe a perna toda até o joelho. Enquanto ia atrás dela pensei no que ela podia estar a pensar. E fiquei triste. Ela ia dum passo seguro, para não mostrar que não tinha para onde ir. Só a vi de costas. Ela levava nos seus ombros um peso enorme duma vida não vivida, de sonhos não realizados, dum futuro cinzento e incerto. Com o tempo a arrefecer espero que ela encontre algum sítio quente para  se aquecer. Alguém que lhe dê uma bebida ou uma sopa e a ajude a sair da rua. Desejo que consiga de novo reencontrar um pouco da sua vida.


sexta-feira, 26 de novembro de 2021

A pandemia..........dois anos depois



 

 Depois de quase dois anos a tentar viver com este vírus continua tudo no mesmo. Diria que estamos pior. Para janeiro querem começar a vacinar as crianças a partir dos 5 anos. Quando antes diziam que as crianças não eram contagiosas e não eram elas que estavam mais  em risco. Então porquê as vacinar ? Porquê ? E depois serão vacinados os bebês logo à nascença ? Também deveriam vacinar os mortos. Quem sabe se eles não vão contagiar a terra, o sítio onde estão enterrados ! 

Se estou a favor da vacina ?  Não estou. A vacina ao meu ver pode-se tornar mais perigosa. Já estamos a ver que mesmo sendo vacinados vai ser preciso fazer um teste para poder ir viajar ou visitar alguém a um lar ou hospital. A vacina não impede de apanhar esse vírus. Estando vacinados muitos deixaram de cumprir os bons gestos e boas atitudes e assim nunca mais saímos disto. 
Cada um deve fazer como entende, a vacina não deve ser obrigatória. Porque o corpo é nosso e não deve ser um ministro o presidente que pode nos obrigar aquilo que não desejamos.


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Visita à minha mãe.....

 

Naquele dia de outubro cinzento decidi ir visitar minha mãe. O tempo não estava muito bom para aproveitar o sol à beira mar. Fui de autocarro, fica a 10 km da Nazaré. Quando cheguei fui em primeiro em direção ao cemitério visitar meu paizinho. Ele se foi em março de 2019 mas sua ausência ainda é muito grande e falar dele é ainda muito doloroso. 

Depois passei toda a tarde com a minha mãe. Conseguimos conversar sem nos chatear. Conversar da vida, da família e outras coisas. O dia não estava quente. Acendi uma fogueira na lareira como meu pai me tinha ensinado com uma pinhoca.  Ela tomou um cafezinho com um bolinho. O lume crepitava, iluminava a peça e nos aquecia. No fim do dia, quando a noite já começava a cair, tive de ir embora, apanhar o autocarro. Quando sai a chuva caia e o vento tinha-se levantado. Cheguei à paragem do autocarro toda molhada dos pés à cabeça. No chão onde metia os pés era só poças de água. O abrigo onde esperava o autocarro não abrigava nada. Entrava chuva de todos os lados com a ajuda do vento. Fazia de noite e naquela paragem não havia nenhuma luz. Quando vi aparecer o autocarro ao longe, já com 30 minutos de atraso, fiz-lhe grandes sinais da mão. Ele vinha muito depressa, quando me viu começou a travar, viu que não iria conseguir parar, acelerou e desapareceu. O vi ir sem parar, me deixou ali naquele abrigo que não abrigava. Estava ali a chuva, ao vento, ao frio e toda encharcada. A 500 metros dali havia um supermercado, fui até lá para pensar no que fazer. Até meu telemóvel estava sem rede. Ali bebi um café e sentei-me. Depois consegui encontrar um número de táxi da Nazaré.  Só esperei o tempo necessário para ele fazer a deslocação da Nazaré. 
São dias assim que ficam a ser dias inesquecíveis.





sábado, 6 de novembro de 2021

Vamos até à Nazaré


Quando a luz do sol no fim do dia, ilumina o Sitio.




A saudade é a tristeza 

que fica em nós 

                                                                     quando as coisas de que gostamos

                                                                              se vão embora


                                                       Sophia de Mello Breyner 


Vista sobre a Nazaré, à  noite.





Não existe sítio mais lindo que este Sítio, que é meu Sítio



E quando regressas ao Sítio,
passando pelas ruas estreitas...


A Nazaré tem aquela magia, está sempre diferente, sempre maravilhosa

sempre um encanto.









A descida do Sitio a pé...





porque cada pôr-de-sol na Nazaré é único e magnifico...





 Vale a pena visitar a Nazaré...



segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Hoje fiz meu pão...


Lembro-me do cheiro de quando entrava numa padaria. lembro de comprar o pão ainda quente e começar logo a comê-lo tanto que ele era apetitoso.  Gostava de trincar nele e fazia "crac". O pão cheirava a pão. Cheguei a entrar numa padaria para me aquecer no inverno. Fazia calor, era um sítio acolhedor. 

Muitas dessas padarias desapareceram. Enquanto antes ia-se comprar o pão diariamente; hoje compra-se uma vez por semana e congela-se. 
Hoje compra-se pão nos hipermercados, pão sem cheiro, sem aquele gosto, por vezes parece elástico. Deixei de comer.

Então hoje decidi fazer meu pão. Ver se conseguia provar de novo o pão que ficou na minha memória. 

Com boa farinha, fermento do padeiro, água morna, azeite e sal, amassei tudo e cozi essa massa. 

Hoje comi bom pão, trinquei na côdea, e com bom cheiro a pão. Uma delicia. Já nem conseguia parar de o provar.










 


quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Hoje faço mais um ano...



 

Mais um ano passado, um ano diferente.Depois de muitos anos criando meus filhos e depois de muitos anos trabalhando, agora é tempo de pensar em mim. 

Viver por mim. 

Enquanto antes 24 horas por dia não chegavam; hoje tenho o tempo todo. E mesmo assim o tempo passa rápido demais e pouco se faz. 
Se calhar com a  idade faço tudo mais devagar. Deve ser isso.







 

 
 
Hoje cá estou a fazer mais uma primavera ou seja mais um aniversário outonal.

E neste dia queria vos agradecer muito pela vossa amizade, carinho que por aqui deixam sempre, mesmo se não estou tão presente como gostaria,

Beijinhos e abraços para todos vós.