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terça-feira, 2 de setembro de 2025

Prisioneira no meu corpo



 

Prisioneira neste corpo de dor

um corpo cansado 
que só pedia descanso e repouso
dias e noites sem o controlar
esperando alguma acalmia no dia seguinte
que não vinha.
deixei consumi-lo com a dor
até ficar em cinzas
e delas espero renascer mais forte

A alma andava cansada desta vida
e foi a maneira de  dizer "já chega!"
Ouvi-a 

Ainda não estou recuperada
mas em bom caminho
espero....

Lena

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

A pandemia..........dois anos depois



 

 Depois de quase dois anos a tentar viver com este vírus continua tudo no mesmo. Diria que estamos pior. Para janeiro querem começar a vacinar as crianças a partir dos 5 anos. Quando antes diziam que as crianças não eram contagiosas e não eram elas que estavam mais  em risco. Então porquê as vacinar ? Porquê ? E depois serão vacinados os bebês logo à nascença ? Também deveriam vacinar os mortos. Quem sabe se eles não vão contagiar a terra, o sítio onde estão enterrados ! 

Se estou a favor da vacina ?  Não estou. A vacina ao meu ver pode-se tornar mais perigosa. Já estamos a ver que mesmo sendo vacinados vai ser preciso fazer um teste para poder ir viajar ou visitar alguém a um lar ou hospital. A vacina não impede de apanhar esse vírus. Estando vacinados muitos deixaram de cumprir os bons gestos e boas atitudes e assim nunca mais saímos disto. 
Cada um deve fazer como entende, a vacina não deve ser obrigatória. Porque o corpo é nosso e não deve ser um ministro o presidente que pode nos obrigar aquilo que não desejamos.


terça-feira, 27 de outubro de 2020

Maldito Covid, maldito virus





 vivemos num mundo perdido

cheio de dor, lamentações e medo

o inimigo anda por aí, por aqui, invisivel

desconhecemos suas armas, 

mal sabemos nos defender

vivemos num mundo terrível

cheio de dor, lamentações e medo

nossos governantes nos mentem

deixando morrer inocentes, idosos e doentes

nossas vidas mudaram,

tudo anda as desavessas

médicos e batas brancas cansados

andam na linha da frente,

são os soldados a combater esse mal

que se espalhou pelo mundo fora


Lena


domingo, 25 de outubro de 2020

Mudança de hora




 


Como todos os  anos, duas vezes, muda a hora. Uma vez para trás, outra vez para a frente. A primeira vez em França aconteceu em 1976. E em 2021 devia ser a última vez. Mas parece que irá continuar até um acordo entre os países.

Hoje mudou a hora e as 17 horas já estava a anoitecer. Os dias ficaram ainda mais curtos, menos luz, menos sol. Está bom para hibernar. Com o frio, a chuva, a neve e o gelo a chegar estamos a caminho de muitos dias em casa. 

Com este mau tempo, penso nos sem-abrigos, sem tecto, sem aquecimento, na rua, num banco público, debaixo dum caixote de papelão para se abrigar, sem comida, sem condições sanitárias, sem nada. Pessoas como nós,  sem ter o mínimo para poder viver com dignidade. E o lado disso vejo leis para proteger os animais, o que acho muito bem; mas deveriam se preocupar mais com as pessoas com poucos recursos, idosos, sem emprego, doentes, mulheres criando sozinha os filhos, precários, educação, saúde, habitação com condições.

Precisando de ajudas do estado para sobreviver, precisando do trabalho precário, aceitam tudo sem criticar, não dizem não. Não podem dizer "não". Mesmo se o mínimo que recebem não chega, sempre é melhor que nada. 
Só que não deveria assim ser; é intolerável aceitar ser remuneradas com migalhas. 

E o lado disso pessoas recebem milhões. 

Dois "mundos" diferentes coabitam neste país. 

Este governo está a "brincar", a "jogar" com a vida do povo. 



 

Cada dia mais de 40 000 pessoas infetadas. Em três dias é uma cidade inteiro como Clermont-Ferrand que está infectada inteiramente. 
Ontem 300 mortos. Os serviços hospitalares estão a ficar cheios. 

Que está a espera este governo para confinar a população ? Quer uma imunidade de grupo ? 

Já paises nordicos tentaram, e não funcionou. 
Desta forma vamos mesmo ir  a catástrofe sanitária. 
Daqui a uma semana se continuar assim, nem quero imaginar o que pode acontecer. 
Logo que houve uma pessoa a morrer por causa da covid19, já foi uma pessoa a mais. 
Tudo deveria ser logo feito para que não aconteça. Este governo está a "brincar", a "jogar" com a vida do povo. 

Em março, dizia que não era preciso máscaras, simplesmente porque não as tinham. Muita pessoa foi assim infectada. Não havia material de proteção nos serviços hospitalares.
 
E hoje a confinar as pessoas das 21h às 6 da manhã. Como se fosse nessas horas onde há mais riscos !
 
Desta maneira também está a pôr em risco pessoas com outras doenças, outras cirurgias que foram adiadas.

Queria mesmo acordar deste pesadelo, e ver que isto só foi mesmo um mau sonho.


terça-feira, 13 de outubro de 2020

Tempos de pandemia


 

Vivemos tempos difíceis. Alguém imaginava que uma coisa dessas pudesse acontecer ? Estes meses o anos irão ficar nas memórias de nós todos. A vida torna-se mais complicada para alguns. Tudo mudou. Nossos hábitos tiveram de mudar. Nossas vidas mudaram. 

Não sabemos se estamos no princípio o  no meio desta pandemia. No fim, de certeza que não estamos. 

Em França esta pandemia começou com faltas de muita coisa. Falta de material, de máscaras por exemplo. Falta de coragem da parte dos  governantes de nos dizer a verdade, e isso continua. 

O vírus está a ganhar muito terreno. Vejo que pouca coisa é feita para conter a propagação dele. Um dos indicadores para saber o que se tem de fazer é saber se há lugar nos hospitais para receber doentes. Que coisa é essa ?  Não se deveria fazer algo antes que haja  tanta pessoa hospitalizada e a morrer?

Lena

domingo, 26 de abril de 2020

Aide-soignante, personne vulnérable face à cette pandémie


Hoje meu post esta escrito em francês, foi nestas palavras que senti que deveria o escrever...se for preciso tentarei traduzi-lo.

Beijos e abraços para todos que por aqui passam...

Je me rappelle quand j'étais jeunette entendre ma mère me dire "helena la mer n'aime pas les personnes qui n'ont pas peur, elle emporte tout le monde que tu sois courageux, bon nageur, faut toujours rester humilde devant elle; c'est une force et contre elle tu es tout petit et tu ne peux rien"...Je devais avoir 10, 12 ans; malgré les grandes vagues je rentrais dans l'eau pour me baigner. Je n'avais même pas peur. Jusqu'au jour où on a dû aller me chercher, sinon j'y serais restée. J'avais 18 ans.

Face à cette pandémie ces mots me reviennent à la mémoire. Face à elle c'est un peu pareil, faut savoir rester humilde, prendre toutes les précautions nécessaires,éviter de prendre des risques. C'est notre vie qui est en jeu. Et on en a qu'une. En lisant un article, je me suis rendue compte que je faisais partie des personnes à risque. Que faire ? J'en ai parlé à mon employeur, qui m'a dit d'aller voir mon médecin. Celui-ci m'a arrêté de suite. La décision fut vite prise. Les jours suivants ont été horribles. J'avais envie d'enterrer ma tête dans le sable, de me cacher, d'être seule. J'avais déserté. Je me suis sentie comme un déserteur qui a fui pendant la bataille. J'ai abandonné mes collègues, les résidents de l'ehpad où je travaille comme aide-soignante. Mes enfants et mon mari étaient rassurés de cette décision, moi j'étais toujours dans le doute. J'aurais voulu continuer à travailler. Etre en arrêt maladie sans être malade c'est pas du tout mon truc. A chaque prolongation ce doute est toujours là. 

Je pense à mes collègues très, très fort, je sais que travailler avec la peur au ventre c'est très difficile. C'est une équipe très soudée, et ils vont y arriver, soutenu par notre direction...
J'espère que bientôt on pourra se revoir tous..

quinta-feira, 25 de abril de 2019

A ultima viagem do meu pai..


Naquele terça feira dia 26 de março, tinha chegado ao trabalho há cinco minutos,oiço meu telm tocar no meu bolso. Uma enfermeira do hospital de Leiria me pergunta se estou sozinha o acompanhada, tem uma má noticia a dar-me. Meu pai estava internado ali há uma semana para uma amputação dos dedos dum pé. Só que a cirurgia não se fez, entretanto  ele apanhou uma infeção pulmonar. E numa semana a saúde se degradou e naquela terça feira as 12h15 deixou de viver. 
Nessa terça feira arranjei uma pequena mala a depressa e logo a seguir pus-me a caminho de Portugal. Fui de carro com o marido. Uma viagem muito longa; foi uma daquelas viagens que esperamos sem esperar; que sabemos que iria acontecer.
Meu paizinho foi enterrado na sexta feira as 14h30....foi o momento mais triste da minha vida. Foi como se me arrancassem uma parte de mim.
Na semana seguinte andei a tratar de papeis, formalidades …
Alguns dias depois de regressar andava sempre a pensar no meu paizinho, não acreditava que ele se tinha ido, um pai não se pode ir assim. Naquele dia de manhã um quadro, feito a partir duma foto minha da Nazaré, um quadro ligeiro bem posto na parede dum quarto caiu, devia cair em cima da cama,mas não foi cair no chão fazendo um barulho enorme. Não liguei. No dia seguinte de manhã cai outro quadro na sala; um quadro tambem ligeiro  onde tinha varias fotos dos meus filhos e netos, cai no chão tambem fazendo muito barulho. Ai pensei que meu pai podia andar por ali, sem saber o que ele queria. No dia seguinte estava a almoçar, no radio oiço uma canção que dizia " meu pai que está no céu, sinto saudades tuas, etc.." pensei que era mais um sinal do meu pai. Meu pai veio aqui dizer-me um ultimo "ADEUS"...

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Meu dia-a-dia

Quase vinte anos a trabalhar no meio da saúde. Sou auxiliar de vida (aide-soignante). Uma formação de um ano num instituto de enfermagem, com dez estágios em diversos serviços de hospital da psiquiatria, cirurgia, medecina, serviços de crianças doentes, etc. Depois disso escolhi de trabalhar numa unidade de pessoas com Altzheimer e outras demências. Um serviço fechado, acompanhando o doente e a familia.  Passamos 7 horas ali, dando vida, paliando as dificuldades , dando lhes o melhor de nós.
O que mais me custa nessa doença maldita é quando a pessoa sente que começa a esquecer quem é, onde está, que faz ela ali. é uma fronteira entre ela e a doença, e essa fronteira é aquela linha onde entra totalmente na doença e não há retorno. Mas há essa linha alguns tempos. E por vezes  lá vem alguma lucidez e isso é o pior, nesse momento ainda vê quem ela é. Depois quando a doença se apropriou completamente dela, entra noutro mundo. A familia tenta estar ali, sempre lhe recordando quem ela é. Conhecendo a pessoa, continuamos a manter os hábitos que tinha para os relembrar o mais tempo possivel. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Reviver


Daqui a duas semanas voltarei ao trabalho. Posso dizer que venho de longe. Caí muito em baixo, não bati no fundo, mas não faltava muito. Fazia  mêses que mal conseguia levantar-me da cama, precisava de ajuda, tinha dores na coluna. Andava muito cansada e não conseguia recuperar. Até aquele dia de setembro em que meu corpo deixou de me escutar e tive de parar. Nestes quatro mêses tive periodos  em que pensava não conseguir voltar ao de cima, com dores no corpo todo. Pensei em tudo e no pior. Ha um mês comecei a reeducação num centro de balneoterapia e depois de pouco tempo comecei a ver uma luz ao fundo do túnel. Revivo. Agora espero continuar neste bom caminho  e voltar as minhas ocupações, a minha rotina.

sábado, 17 de outubro de 2015

Meu outono...


Se esta dor me deixasse um pouco. Eu queria sair dela o ela sair de mim. Acabo por a sentir mesmo quando ela me deixa alguns minutos de acalmia. 
Esta manhã tinha posto a bateria da máquina fotográfica a carregar, era para sair á tarde apanhar algumas cores de outono. Quatro semanas sem sair de casa, e eu que tanto adoro estes mêses outonais.
 Fica para amanhã a saida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dez anos depois...

Aqui estou eu de novo, fazia algum tempo, mas não esqueço este meu espaço. faz dez anos em que entrei na blogosfera, estava parada em acidente de trabalho. Comecei a escrever para ultrapassar aqueles mêses dificeis. dez anos depois estou quase no mesmo estado : parada em acidente de trabalho, minha coluna me deixou de novo. Ela està em mau estado, està usada, partida...O meu medo é esse, é este, é estar como estou, sem poder andar, nem nada fazer. Queria chegar a reforma e poder andar, aproveitar aquele pequeno tempo depois de tanto tempo em que nunca parei.

domingo, 9 de agosto de 2015

Momentos...
















Se a morte tem algum odor ? Sim, tem. 
Ainda a sinto. 
Encontrar as palavras no fim duma vida; para que a pessoa se vá em doçura, sem medo, abrir-lhe a porta, afim que ela entra naquele tunel, para não sabemos bem aonde.
Acariciar sua mão, para ela sentir que não está sozinha neste momento tão dificil da vida. E deixar a ir, devagarinho.....
Momentos....deste dia....sentir-se util e depois tão vazia....enxugar uma lagrima...Momentos....

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Altzheimer : maldita doença !

Há três dias  entrou no meu serviço um homen de 83 anos, é português mas isso nem importa que seja português; é um homen de 83 anos. A mulher e a nora vieram o por ali porque a doença dele já não dava para que ele ficasse em casa. Ele aceitou em ir pensando que seria a mulher que ali ficaria. pois foi um imbroglio, e foi com uma mentira que conseguiram o ali deixar. Em três dias esse homen com o nome de Augusto está ali a viver um inferno, torturado pela a vida e a doença. "Desprezado" pela a familia. esse homen chegou a França em 1961, trabalhou, criou seu filho, foi reformado e apanhado pela aquela maldita doença : Altzheimer. So posso dizer que é uma doença horrivel. 

sábado, 14 de dezembro de 2013

é a história de Teresa e Camillo

é a história dum casal, Teresa e Camillo...
Emigraram há muito tempo da Italia para França, afim como muitos o fizeram e fazem, melhorar seu dia-a-dia. Há pouco tempo festejaram 65 anos de casamento. Foi lindo e emocionante. Teresa tem aquela doença terrivel : Altzheimer. Camillo está bem, tem é os anos e o cansaço de muitos anos de trabalho. Teresa tem essa doença, ainda não muito adiantada. Reconhece bem seu querido marido e seus três filhos. Na instituição onde estão,  andam sempre os dois, mão na mão o lado-a-lado. Quando olham um para o outro, saí do olhar aquele brilho que vem do coração....há tanto amor entre eles....Ele está sempre  muito atento, muito carinhoso. A semana passada, caminhavam lado a lado e Camillo caiu. Foi levado para o hospital. Teve de ser anestesiado para um intervenção cirúrgica  E dela já não acordou. Teresa sentia bem sua falta, mas nada dizia, notava-se sua tristeza e esperava que seu amado voltasse. Foram seus três filhos juntos que lhe anunciaram essa triste notícia.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Um dia depois de ontem...

A morte é sempre "tabu". Custa muito ouvir falar nela. Sabemos que um dia ela chegará, mas não queremos pensar nisso. E Falar nela, faz-nos relembrar que ela existe mesmo. Só quando ela nos toca é que recordamos como ela é, o que ela pode ser, sem saber exactemente se é mesmo o que pensamos que seja. Ontem uma mulher no meu serviço, decidiu "dar o passo" enquanto a ajudava a deitar-se. Só durou um quarto de hora, fiquei ali, dando-lhe a mão. Ela não sofreu, acho que nem deu por ela. Fiquei ali....pouco podia fazer, senão dar-lhe a mão...Por isso ontem fiquei gelada ao sair do hospital. Hoje a familia veio a mim, seu familiar não se tinha ido "sozinha" como acontece quase sempre. Estiva lá, dando-lhe a mão.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Um dia do meu dia-a-dia


Ao sair do trabalho, um vento e um frio sibérico me chamou a realidade. Sai depressa do hospital, quase fugi, precisava de respirar ar puro. Peguei no carro, liguei o radio, estava a musica de Pretty Woman, meti a musica a fundo, forte; para calar a dor que estava ainda em mim. Foi mais um dia daqueles que não gosto, que não quero. Naquele momento precisava de me por num canto sozinha e chorar...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Deixem-me !

Hoje estou furiosa,
 deixem me tranquil
com a minha solidão
quero meter a cabeça dentro da areia
não quero ver, nem ouvir, nem ler
estou farta disto, das noticias diárias
só desumanidade, atrocidades,
 vidas estragadas, sem futuro
idosos despejados como lixa para a rua
os jovens que emigrem,
os doentes não adoecessem,
porque não há dinheiro para o tratamento
e os outros que se lixem
estou farta disto
deixem-me !

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Uma pequena apresentação da cura termal em Amélie-les-Bains


Aqui está a entrada das Termas "du Mondony". Esta entrada não dá para imaginar como é lá por dentro...
é outro mundo.


Aquele edificio é a parte esquerda das Termas du Mondony. O sitio é excepcional. A paisagem dos Pyréneus é lindissima.


Em Amélie-les-Bains existe duas Termas, as "Du Mondony", a mais frequentadas. E  estas "Les Thermes Romains", para a classe superior. Pagando uns 30 euros a mais por dia, existe outras regalias.

Em que consista esta cura ? No meu caso, meu médico termal prescreveu-me quatro tratamentos diários.
O primeiro são "cataplasmas", nos ombros e dois na coluna. O cataplasmo é uma "terra" misturada com a agua das termas, está a 45 graus e dura 10 minutos. Se é quente ? é, e bastante; quando ele toca a pele surprende.

Neste foto a mulher de cima tem um cataplasma nas costas.

A seguir continu naquele longo corredor e vou para a piscina; é uma piscina em forma de arco, com dez lugares numerotados; é um jacúzi... numa agua a 36 graus, os jactos da agua massajam o corpo dos pés subindo até os ombros durante 10 minutos.
Os primeiros dias a temperatura da agua fervia no meu corpo, hoje  adaptou-se e está a ser agradável. 




"La douche pénétrante" consista em receber jactos de agua sempre a 36 graus, nos sitios a curar durante 4 minutos. Quando se dali sai, as costas estão vermelhas.




E  o ultimo, o melhor, claro guarda-se sempre o melhor para o fim, não é ?
Imaginem agua misturada com terra (vos direi o nome dessa terra), sempre a 36 graus. A primeira vez quase voltava para atrás, tanto aquela mistura me horripilou. Hoje aprecio aqueles 10 minutos.





Uma cura dura três semanas; três semanas de descanço, no meio dos Pyreneus. Longe do barulho, poluição, num sitio bem calminho onde os dias correm devagarinho como o rio que ali passa "Le Tech".




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Meu terceiro dia...





 Hoje foi meu terceiro dia, começo a apanhar o ritmo e a aguentar a temperatura do ambiente interior deste templo.
 Os corredores parecem sair dum templo Romano. O tecto em arcada, os pilares largos, as paredes e o chão em pedra. 
Aqui a agua é a dominante. 
Desde da chegada até a saida, tudo está bem organizado. Todos  cinco minutos entram ali umas trinta pessoas, cada uma com seus tratamentos previstos pelo o médico. 
 Neste centro existe duas curas :" Rhumatologie et voies respiratoires ".
 Minha cura consiste em quatro tratamentos diários.
 A média da idade dos curistas deve correr a volta dos 75 anos.

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