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domingo, 11 de janeiro de 2026

Um mundo às avessas...




 Enquanto antes pensávamos que o perigo iria vir da Rússia ou da China. Hoje está-

se a ver que será provavelmente dos EUA. Quem o diria ? 

sábado, 3 de janeiro de 2026

Clermont-Ferrand, 3 de janeiro


 


Vivemos num mundo gerido por malucos perigosos, devem fazer parte de uma

 mesma associação.

Querem ser os donos deste planeta e nós o pequeno povo ficar a ser escravos, as

 marionetas do costume.

Meus pensamentos de hoje.


quarta-feira, 4 de junho de 2025

A beira do precipício


 Como  está a vida Lena ?

Está mesmo péssima. Estamos à beira dum precipício. 
O povo quer mudanças, mas que mudanças ?
 Estamos a voltar cem anos para trás. A história a repetir-se.
 E o povo está cego e surdo. Não vê o perigo à porta.
 Está a ir contra um muro.
 Está na moda votar na extrema direita. 
Que absurdo ! 
Eu não vou nessa onda.
Até os que emigraram votam neles. 
Há coisas que não consigo perceber.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Anos 60 em Portugal, tempos de miséria e de ditadura...



 

Nos anos 60 e antes, Portugal era um país muito pobre. A miséria reinava ali junto com uma ditadura, onde não existia liberdade de expressão. Os salários eram muito baixos e tudo era muito caro. As crianças andavam descalças e as mulheres também, os homens menos.
A vida era muito difícil. Não havia água, nem eletricidade na maioria das casas, nem casa de banho Lembro-me de quando meu pai costumava me contar sobre ir à escola nas manhãs de inverno, com os pés gelados. também me tinha dito que os primeiros sapatos que teve foi quando foi passar o exame da quarta classe. 
E há quem diga que esses tempos eram bons tempos. 
Eram tempos duros e espero que nunca voltem.
E podia falar de muito mais...


sábado, 24 de abril de 2021

25 de abril, sempre !



 

25 de abril,

uma data com grande impacto;

já tão longe e tão perto ao mesmo tempo.

Uma data que trouxe com ela grandes esperanças.

Um grande cravo que rebentou

e não chegou a florescer com toda sua beleza.

Um cravo que esta a murchar,

se não continuar a ser regado por este povo esquecido.

Um povo  que se esqueceu da coragem dos homens

que conseguiram fazer um 25 de abril.


Lena 

sexta-feira, 5 de março de 2021

Inquietação



 

inquietação, inquietação

cansaço, saturação

mundialização,

mobilização,

capitalismo,

esclavagismo,

desemprego,

precariedade...



Uma sociedade feita assim para manter um povo calado, preocupado com o dia de amanhã. 

Um povo esperando que tudo lhe venha cair na mão sem nada fazer, sem lutar por uma vida

 melhor. Governos criando pandemias; partidos preocupando-se pelo casamento de 

homossexuais; professores manifestando contra avaliações,deixando para trás o que 

interessa mais ao povo. Porque o que o povo precisa é saúde, alimentação, dinheiro, 

educação...Então falem de saúde e deixem esse sistema dos ricos e dos pobres. Procurem 

harmonizá-lo e que haja só UM serviço de saúde, gratuito para todos. Dinheiro : que a Europa 

seja a mesma para todos... ou somos cidadãos europeus  ou não. A alimentação em Portugal

 não é mais barata que em França e em França o salário mínimo está acima de mil 

euros/mês. E esta pandemia que faz correr tanta tinta. Me parece que as vacinas ainda vão 

ficar de lado e para o ano os governos vão ter de fabricar outro vírus, outra pandemia para

 tentarem vender esse veneno que eles querem injetar.

Escrevi este texto em  16/11/2009


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Tempo de pandemia



O tempo voa, já estamos quase na primavera e quase um ano de pandemia sem ver o fundo do túnel. As férias de verão estão quase à porta, sem saber o que e como fazer. A verdade é que não sei, não sei mesmo se consigo passar mais um ano sem ir a Portugal. Não sei se vou conseguir passar mais um ano sem ver meus filhos. Não sei mesmo. Não estou preparada para isso. 

Preciso de sentir a maresia do meu mar
preciso de ir até as minhas raízes
Quero abraçar minha mãe, meus filhos e netinhos
conversar, conviver com eles

Que vida triste esta que temos ! 
uma vida sem sorrisos, sem gosto...
Estamos cada vez mais sem liberdade

Até quando ? 

 

domingo, 25 de outubro de 2020

Mudança de hora




 


Como todos os  anos, duas vezes, muda a hora. Uma vez para trás, outra vez para a frente. A primeira vez em França aconteceu em 1976. E em 2021 devia ser a última vez. Mas parece que irá continuar até um acordo entre os países.

Hoje mudou a hora e as 17 horas já estava a anoitecer. Os dias ficaram ainda mais curtos, menos luz, menos sol. Está bom para hibernar. Com o frio, a chuva, a neve e o gelo a chegar estamos a caminho de muitos dias em casa. 

Com este mau tempo, penso nos sem-abrigos, sem tecto, sem aquecimento, na rua, num banco público, debaixo dum caixote de papelão para se abrigar, sem comida, sem condições sanitárias, sem nada. Pessoas como nós,  sem ter o mínimo para poder viver com dignidade. E o lado disso vejo leis para proteger os animais, o que acho muito bem; mas deveriam se preocupar mais com as pessoas com poucos recursos, idosos, sem emprego, doentes, mulheres criando sozinha os filhos, precários, educação, saúde, habitação com condições.

Precisando de ajudas do estado para sobreviver, precisando do trabalho precário, aceitam tudo sem criticar, não dizem não. Não podem dizer "não". Mesmo se o mínimo que recebem não chega, sempre é melhor que nada. 
Só que não deveria assim ser; é intolerável aceitar ser remuneradas com migalhas. 

E o lado disso pessoas recebem milhões. 

Dois "mundos" diferentes coabitam neste país. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

pandemia e novas tecnologias 

 


Vivemos uma época difícil. Evitamos de estar em família. 

Os filhos têm medo de visitar os pais. Os pais têm medo de receber os filhos. 

O vírus circula bastante nesta região e em todo o país. 

O positivo são as novas tecnologias, com as quais podemos falar e ver nossos filhos e netinhos. Uma maneira de ter uns bons momentos. 

Hoje foi meu netinho de quatro anos a perguntar quando é que ele podia vir ver o avô e a avó.

Compreendo melhor o mal que é feito nos lares, quando as famílias passam semanas e semanas sem se visitar....é simplesmente horrível, deprimente...

sábado, 26 de abril de 2014

O dia em que cheguei a Terras de França..


Naquela manhã do 27 de abril 1967, me revejo naquela estação cinzenta em Bordeus. Tinha apenas seis anos quando meu pai nos foi buscar a Portugal. Em Bordeus fomos bem recebidos, pessoas nos traziam leite, chocolate, croissant's, pão, etc. 
Depois continuamos nossa viagem até Belfort. Cidade onde cresci. Sempre achei aquela cidade triste, escurra, fria.  Já la vão 47 anos. Aquela ditadura, aquela pobreza por a qual meu pai deciciu emigrar, me roubou 47 anos de vida no meu pais.
O triste de isto tudo, é que muitos continuam a emigrar. A emigração actualmente  esta a ser igual o pior que nos anos 60-70.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Voo duma gaivota

Queria ser gaivota,
ter asas,
voar ao de cima do oceano
percorrer terras e galaxias,
ir ao infinito,
onde não existe murros, nem barreiras,
sair desta grisalha

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril em Portugal


25 de abril,
uma data com grande impacto;
ja tão longe e tão perto ao mesmo tempo.
Uma data que trouxe com ela grandes esperanças.
Um grande cravo que rebentou
e não chegou a florescer com toda sua beleza.
Um cravo que esta a murchar,
se não continuar a ser regado pelo este povo esquecido.
Um povo egoista que se esqueçou da coragem dos homens
que conseguiram fazer um 25 de abril.

Retratos de Abril, O tempo e o modo de uma revolução de dois fotojornalistas, de Alfredo Cunha e Eduardo Gageiro testemunhos de uma revolução.