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domingo, 25 de outubro de 2020

Mudança de hora




 


Como todos os  anos, duas vezes, muda a hora. Uma vez para trás, outra vez para a frente. A primeira vez em França aconteceu em 1976. E em 2021 devia ser a última vez. Mas parece que irá continuar até um acordo entre os países.

Hoje mudou a hora e as 17 horas já estava a anoitecer. Os dias ficaram ainda mais curtos, menos luz, menos sol. Está bom para hibernar. Com o frio, a chuva, a neve e o gelo a chegar estamos a caminho de muitos dias em casa. 

Com este mau tempo, penso nos sem-abrigos, sem tecto, sem aquecimento, na rua, num banco público, debaixo dum caixote de papelão para se abrigar, sem comida, sem condições sanitárias, sem nada. Pessoas como nós,  sem ter o mínimo para poder viver com dignidade. E o lado disso vejo leis para proteger os animais, o que acho muito bem; mas deveriam se preocupar mais com as pessoas com poucos recursos, idosos, sem emprego, doentes, mulheres criando sozinha os filhos, precários, educação, saúde, habitação com condições.

Precisando de ajudas do estado para sobreviver, precisando do trabalho precário, aceitam tudo sem criticar, não dizem não. Não podem dizer "não". Mesmo se o mínimo que recebem não chega, sempre é melhor que nada. 
Só que não deveria assim ser; é intolerável aceitar ser remuneradas com migalhas. 

E o lado disso pessoas recebem milhões. 

Dois "mundos" diferentes coabitam neste país. 

domingo, 26 de abril de 2020

Aide-soignante, personne vulnérable face à cette pandémie


Hoje meu post esta escrito em francês, foi nestas palavras que senti que deveria o escrever...se for preciso tentarei traduzi-lo.

Beijos e abraços para todos que por aqui passam...

Je me rappelle quand j'étais jeunette entendre ma mère me dire "helena la mer n'aime pas les personnes qui n'ont pas peur, elle emporte tout le monde que tu sois courageux, bon nageur, faut toujours rester humilde devant elle; c'est une force et contre elle tu es tout petit et tu ne peux rien"...Je devais avoir 10, 12 ans; malgré les grandes vagues je rentrais dans l'eau pour me baigner. Je n'avais même pas peur. Jusqu'au jour où on a dû aller me chercher, sinon j'y serais restée. J'avais 18 ans.

Face à cette pandémie ces mots me reviennent à la mémoire. Face à elle c'est un peu pareil, faut savoir rester humilde, prendre toutes les précautions nécessaires,éviter de prendre des risques. C'est notre vie qui est en jeu. Et on en a qu'une. En lisant un article, je me suis rendue compte que je faisais partie des personnes à risque. Que faire ? J'en ai parlé à mon employeur, qui m'a dit d'aller voir mon médecin. Celui-ci m'a arrêté de suite. La décision fut vite prise. Les jours suivants ont été horribles. J'avais envie d'enterrer ma tête dans le sable, de me cacher, d'être seule. J'avais déserté. Je me suis sentie comme un déserteur qui a fui pendant la bataille. J'ai abandonné mes collègues, les résidents de l'ehpad où je travaille comme aide-soignante. Mes enfants et mon mari étaient rassurés de cette décision, moi j'étais toujours dans le doute. J'aurais voulu continuer à travailler. Etre en arrêt maladie sans être malade c'est pas du tout mon truc. A chaque prolongation ce doute est toujours là. 

Je pense à mes collègues très, très fort, je sais que travailler avec la peur au ventre c'est très difficile. C'est une équipe très soudée, et ils vont y arriver, soutenu par notre direction...
J'espère que bientôt on pourra se revoir tous..