segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A TERRA QUE “DIZES” SER TUA


Gosto muito da minha terra
Que "dizes" ser tua tambem...
O teu gosto não erra
Mais bela no mundo  não tem...

O azul do Mar é brilhante
Que contraste com o Céu faz...
O dourado do sol no horizonte
Que paz ela nos trás...

No "Canto das Pedras"  sei que gostas
Mesmo de Inverno molhar os pés...
é assim que tu demonstras
A "Nazarena" que tu es...

Com o cheiro da maresia
Com o sabor do Mar salgado...
Partes sempre um dia...
Com o teu "ego" carregado...

Para teres mais felicidade
Não é dificil adivinhar
Tens que deixar a cidade
e vires para cá  morar...

Carlos Santos
 27/11/10

Um poema do meu amigo Carlos, nazareno....um poema que não preciso de acrescentar...Obrigada a ti meu amigo Carlos, pela tua gentileza e carinho..

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Reviver


Daqui a duas semanas voltarei ao trabalho. Posso dizer que venho de longe. Caí muito em baixo, não bati no fundo, mas não faltava muito. Fazia  mêses que mal conseguia levantar-me da cama, precisava de ajuda, tinha dores na coluna. Andava muito cansada e não conseguia recuperar. Até aquele dia de setembro em que meu corpo deixou de me escutar e tive de parar. Nestes quatro mêses tive periodos  em que pensava não conseguir voltar ao de cima, com dores no corpo todo. Pensei em tudo e no pior. Ha um mês comecei a reeducação num centro de balneoterapia e depois de pouco tempo comecei a ver uma luz ao fundo do túnel. Revivo. Agora espero continuar neste bom caminho  e voltar as minhas ocupações, a minha rotina.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Viagem





Se não vieres,
eu partirei
sozinho
pela estrada-de-noite
que se alonga
na planura
sem
fim.

Levarei nos meus olhos,
cansados
de esperar,
a tua imagem
-que ali ficou
à força de sonhada
-e ela será
a luz
que me há-de guiar
na noite
sem madrugada...

Partirei triste
-eu
sei-
por não teres chegado,
como tinhas dito
-e triste,
sobretudo
por ver
que não vieste
por não te merecer...

Mas o que ninguém consegue
é tirar
a tua imagem
dos meus olhos
deslumbrados!

Eu tenho-a,
viva,
lá dentro
e, para que ela não fuja,
hei-de levá-los... fechados!...

Alfredo Reguengo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Eu......Florbela Espanca


Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida, 
Eu sou a que na vida não tem norte, 
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte 
Sou a crucificada ... a dolorida ... 

Sombra de névoa ténue e esvaecida, 
E que o destino amargo, triste e forte, 
Impele brutalmente para a morte! 
Alma de luto sempre incompreendida! ... 

Sou aquela que passa e ninguém vê ... 
Sou a que chamam triste sem o ser ... 
Sou a que chora sem saber porquê ... 

Sou talvez a visão que Alguém sonhou, 
Alguém que veio ao mundo pra me ver 
E que nunca na vida me encontrou! 

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas" 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Feliz Natal !


O que eu mais gostaria é que este Natal fosse um Natal como deveria ser um Natal.
 Um Natal de Paz, Amor e Alegria !

Feliz Natal a todos !

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Carlos Drummond de Andrade


"Que pode uma criatura senão, entre outras criaturas, amar?
 amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar?
           sempre, e até de olhos vidrados, amar?"

                Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O MUNDO É GRANDE


O mundo é grande e cabe 
             nesta janela sobre o mar. 
                       O mar é grande e cabe 
                                 na cama e no colchão de amar. 
                                            O amor é grande e cabe 
                                                             no breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 8 de novembro de 2015

Vagueando....


Vagueio sobre as margens do tempo  

                                          sendo espectadora da vida que passa

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Passeio outonal


 Grande Dia, primeira saida desde do 22 de setembro. O tempo estava encoberto depois do pouco de sol desta manhã. Um ar fresco entrava pela camisola dentro. Senti-me bem e feliz.



 Sai de casa a pé, com algumas dificuldades cheguei a um parque que fica a uns 500 metros. Não me ia aventurar  muito longe. Queria era mesmo fotografar as cores do outono antes que seja tarde demais.


As árvores estão duma grande beleza com aquelas cores quentes.... prestes a cair; estão no fim da vida....é pena...este momento passa muito rápido...


Gostei desta árvore, era a mais linda do parque e a maior; não saberei a identificar. Ela está ali no meio de tantas outras. Algumas mais pequenas encostam-se a ela para as proteger..




Uma árvore no seu esplendor !


 Como disse ao principio, estamos num parque, e este sitio é onde se reunem homens e mulheres para jogar a "pétanque". Um jogo de bolas.


 Esse jogo da "pétanque" é mais praticado no verão dai estas árvores para refrescar e proteger do sol.



Um lindo tapete de folhas cobre o chão do passeio que me leva a casa...esta é minha rua.


E ao chegar a casa...quem me esperava a ladrar ? Claro, meu cãozinho : Kiwi. Impossivel chegar a casa sem ninguem saber, ele não se cala até eu passar a porta.

sábado, 17 de outubro de 2015

Meu outono...


Se esta dor me deixasse um pouco. Eu queria sair dela o ela sair de mim. Acabo por a sentir mesmo quando ela me deixa alguns minutos de acalmia. 
Esta manhã tinha posto a bateria da máquina fotográfica a carregar, era para sair á tarde apanhar algumas cores de outono. Quatro semanas sem sair de casa, e eu que tanto adoro estes mêses outonais.
 Fica para amanhã a saida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dez anos depois...

Aqui estou eu de novo, fazia algum tempo, mas não esqueço este meu espaço. faz dez anos em que entrei na blogosfera, estava parada em acidente de trabalho. Comecei a escrever para ultrapassar aqueles mêses dificeis. dez anos depois estou quase no mesmo estado : parada em acidente de trabalho, minha coluna me deixou de novo. Ela està em mau estado, està usada, partida...O meu medo é esse, é este, é estar como estou, sem poder andar, nem nada fazer. Queria chegar a reforma e poder andar, aproveitar aquele pequeno tempo depois de tanto tempo em que nunca parei.

domingo, 9 de agosto de 2015

Momentos...
















Se a morte tem algum odor ? Sim, tem. 
Ainda a sinto. 
Encontrar as palavras no fim duma vida; para que a pessoa se vá em doçura, sem medo, abrir-lhe a porta, afim que ela entra naquele tunel, para não sabemos bem aonde.
Acariciar sua mão, para ela sentir que não está sozinha neste momento tão dificil da vida. E deixar a ir, devagarinho.....
Momentos....deste dia....sentir-se util e depois tão vazia....enxugar uma lagrima...Momentos....