quinta-feira, 22 de abril de 2010

Puzzle



Apanhei meus bocados do chão
p'ra tentar reconstruir este corpo com a mente
Peguei um a um
ensaiando de arrumar cada um no seu lugar
Estou como aquele puzzle desfeito
prefiro o deixar assim...desfeito
agarrando uma peça quando preciso
Não o quero reconstruir
Construi-lo pede força e énergia
e tenho medo que ele se desfaça outra vez
Uma parte de mim deixou de ser...
morreu naquele turbilhão da vida.

7 comentários:

Mar Arável disse...

A vida é um ciclo de marés

por vezes é preciso andar

por sobre as mágoas

Ofarol disse...

Olá Lena
Será que vale a pena deixar assim...desfeito. É preciso coragem para reconstruir... ou desfazer de vez... Tens de te manter inteira... não podes deixar morrer partes de ti... sei do que falo.

Beijos

poetaeusou . . . disse...

*
amiga
tens a possibilidade
de construires um novo
Puzzle á tua maneira !
,
conchinhas, ficam,
,
*

alvaro de oliveira disse...

Olá, Lena

Mais um poema bonito que configura
aquele momento de desânimo.
Mas há senpre um vento que sopra sobre o turbilhão da vida.

Um beijo

A.S. disse...

Lena...

Só depois de teres o "puzzle" construido, é que verás com nitidez o que nele se reflete!


BeijOOO
AL

Duarte disse...

É certo que a vida é imprevisível e que nada volta a ser igual, mas também é certo que nada é para sempre, nem definitivo. Vive, mas que seja intensamente, cada momento, o comboio pude não voltar a parar nessa estação...

Conheces a canção "Penelope" de JM Serrat, para mim uma das que não me canso de ouvir... Uma delicia que fala um pouco disso.

Abraços de boa amizade

luís filipe pereira disse...

Belíssimo poema em que é no cerne, no coração do poema que, afinal, se recombinam as peças desarticuladas, pois é no poema que surge o tecido coeso que lhes confere uma organização interna, fundíssima.