quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Um dia depois de ontem...

A morte é sempre "tabu". Custa muito ouvir falar nela. Sabemos que um dia ela chegará, mas não queremos pensar nisso. E Falar nela, faz-nos relembrar que ela existe mesmo. Só quando ela nos toca é que recordamos como ela é, o que ela pode ser, sem saber exactemente se é mesmo o que pensamos que seja. Ontem uma mulher no meu serviço, decidiu "dar o passo" enquanto a ajudava a deitar-se. Só durou um quarto de hora, fiquei ali, dando-lhe a mão. Ela não sofreu, acho que nem deu por ela. Fiquei ali....pouco podia fazer, senão dar-lhe a mão...Por isso ontem fiquei gelada ao sair do hospital. Hoje a familia veio a mim, seu familiar não se tinha ido "sozinha" como acontece quase sempre. Estiva lá, dando-lhe a mão.

2 comentários:

Duarte disse...

Não há porque pensar assim, é algo como o viver, ainda que seja o fim duma vida. Também existe o penar, que até pode ser bastante mais duro de superar. Ainda que sou da opinião do viver ante tudo, ainda que seja penando.
Até pode ser que nem nos apercebamos disso, simplesmente apagou-se a vela da vida.
Que gesto tão imenso, ir da mão, sentir o calor humano, e não o frio da solidão. Sinto-me orgulhoso de ser teu amigo. Que grande que és!!!
Abraços de vida

Lena disse...

Partir assim sem se ver ir, é o melhor que pode acontecer num fim duma vida...

Beijinhos Duarte